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MARIA, A MÃE DE JESUS

Olá, prezado amigo músico Católico Apostólico Romano, tudo no sussa?

Volto a escrever depois de algum tempo, justamente por pensar sobre o que falar e como falar. Como bom “Mariano” que sou, resolvi falar sobre a Mãezinha, não nas diversas denominações que a mesma tem, mas tão somente como a Mãe do Salvador do Mundo, nosso Senhor Jesus Cristo. Para tal, não vou falar com uma visão de católico, mas analisar os fatos, para não correr o risco de falar besteira.

Primeiramente: Maria foi a escolhida por Deus entre tantas. Por que? Se era somente pra ser uma espécie de ”barriga de aluguel”, como muitos pensam, e não a MÃE de seu filho, por que Deus escolheu tanto? Será que não havia na Terra uma outra mulher que não conhecesse homem algum e que fosse virgem? Pois bem, Deus não só escolheu Maria por sua santidade e temor a Ele como também enviou um Anjo pra anunciar isso a ela, conforme nos fala o Evangelho de São Lucas (Lc. 1, 26 – 38).

Penso então: poxa vida, que legal, ele ama Maria por ser serva fiel e a escolhe só por isso? Será que Deus não pensou naquela que teria estrutura suficiente para educar Seu filho, amamentar, amar?

Aí você pode se perguntar: em que trecho da Bíblia está descrito que Jesus foi amamentado e educado? Desconheço, sendo bem honesto, qualquer trecho que descreva tal acontecimento, até mesmo porque a Bíblia nada mais é do que um relato do que aconteceu na vida de Jesus e de escritos inspirados pelo Espírito Santo antes de seu nascimento, mas não era necessário os autores ficarem relatando fatos irrelevantes, mas reais pela condição humana dele. A feição humana de Deus precisava de alguém que cuidasse dele e nessa hora entrou Maria, fazendo tão somente o papel de Mãe (pois é, somente mãe.... rs).

Segundo ponto: assim que Maria ficou sabendo de que seria mãe de, nada mais nada menos, que o Messias, filho de Deus, se preocupou, sendo tranquilizada pelo Anjo e sabendo pelo mesmo que seria fruto do Espírito Santo (vide Lc. 1, 29 – 31). Depois de ouvir o Anjo enviado pelo Senhor, Maria dá o seu sim, dizendo: “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc. 1, 38). Passado isso, vai visitar sua prima Isabel, antes dita como infértil e que agora estava grávida e, que ao ser saudada por Maria, sente seu filho se agitar no ventre e a proclama como bem-aventurada e pergunta como pode merecer a visita da mãe do Filho de Deus. E isso não sou eu quem está contando, está descrito ainda em Lucas (Lc. 1, 39 – 45). Se eu acredito no que as sagradas escrituras me falam, creio no que a Bíblia fala, como posso ir contra isso? Simplesmente é descrita como bem-aventurada, está lá pra todos verem, é fato inegável. Bom, pouco depois de ter ouvido tudo isso, Maria se auto declara humilde serva de Deus e diz que todas as gerações a felicitarão devido às obras que Deus realizou em sua vida (Lc. 1, 46 – 49). Mais uma vez está lá, estampado na Bíblia, o nome de Maria em destaque, só que dessa vez ela se reconhece como serva humilhada ao mesmo tempo em que anuncia que todas as gerações a proclamarão como bem-aventurada. Como Maria teve uma autoridade dessas pra falar sobre ser aclamada dessa forma se ela só foi escolhida pra gerar o filho de Deus? Como que Deus permitiu que Maria falasse desse jeito? Maria simplesmente falou como a escolhida, como Mãe, com a autoridade concedida por Deus e por conta disso se torna fato inquestionável.

Passa-se o tempo, nasce Jesus, menino Deus e o mesmo cresce em Sabedoria, estatura e graça diante dos homens (Lc. 2, 52). Durante as bodas de Caná, em que se faltava vinho, Maria diz a seu filho que eles não têm mais vinho e Jesus simplesmente a chama de mulher e pergunta se por acaso aquilo lhe compete (Jo. 2, 3 – 4). Aí posso perguntar: Jesus estaria renegando sua própria mãe?  Simplesmente não, uma vez que, naquela época, a mulher tinha somente o direito de servir ao seu marido, como se fosse simplesmente um objeto ou escrava dele, não lhe remetendo o direito nem mesmo de ser chamada de mulher, cabendo ao homem até o direito de livrar-se de sua respectiva mulher por qualquer motivo banal. É o Jesus que defende a mulher adúltera e não o seu ato, que conversa com a samaritana e que mesmo dizendo essas coisas à Maria, atende ao apelo da mãe transformando a água em vinho. Ao chamar Maria de "mulher", Jesus não só demonstra seu respeito à mãe, como quebra mais um tabu por conversar com uma mulher e atender a um pedido da mesma.

Essa mulher nada mais é que aquela que, jovem, aceitou um pedido do Pai, que enfrentou todo o preconceito de uma sociedade machista e preconceituosa, que lutou por seu filho desde o nascimento, aquela quem trouxe ao mundo o seu Salvador e que estava aos pés da cruz chorando a perda do filho. É nesse momento de dor que Jesus a institui como nossa mãe, dizendo a ela e ao apóstolo João: “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe" (Jo 19, 26 – 27). O discípulo a acolhe em seus braços e a leva para a sua casa. Como podemos, hoje, nos considerar discípulos de Jesus se não conseguimos levar nossa mãe para casa?

Irmão, não somos órfãos, temos uma mãe, escolhida por Deus, esposa do Espírito Santo e nos dada por seu Filho Jesus Cristo para que nós possamos acolher e amar, assim como ela nos acolhe e nos ama. Temos uma mãe que tem seus pedidos atendidos pelo Filho e que, ainda hoje, podemos dizer de boca cheia: mãezinha, és bem-aventurada por nossa geração e, assim como Deus te amou, nós te amamos.

Bendita, agraciada, rogai por todos nós, vossos filhos.
Jesus, muito obrigado por não nos deixar órfãos de mãe...

Almir Santana Rios
almir@canaldagraca.com.br

 

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